Elizabete Alves Fernandes
Ponto de luz
Os sentimentos surgem desordenados
Como uma sinfonia desafinada.
Emergem do vazio, ansiando pelo inatingível.
Sonhos abundantes, realizações escassas.
Batalhas incessantes,
E a vida segue, com ou sem desgraças.
Sem solução à vista, os braços não se cruzam.
Os olhos embargados não brotam uma lágrima.
Sem vontade de viver, por eles avança, anónima.
É imensurável o seu pesar.
Num caminho, pérvio, tumultuoso.
Resta a frágil esperança.
Persiste.
Ensejos de luz não se dissipam. Renovam a fé.
Carregam consigo um significado imediato,
Uma urgência sem espaço para a indiferença.
Continua a grassar, a miséria.
Avança, lenta e inexorável.
Sem tempo para chorar, abraça-se ao sofrimento
Silencioso, vivendo cada momento,
Ainda que penoso.
Biografia - Elizabete Alves Fernandes
Elizabete Alves Fernandes, 54 anos e vivo nos arredores de Lisboa.
As raízes são do Alto Alentejo e do norte do país.
Sou casada, tenho uma filha, uma gata e amo a família.
Sou apaixonada por animais, assim como por livros e pela escrita.
Os sonhos que carrego inspiram-se nas viagens literárias.
A minha filosofia de vida é pautada pela entrega genuína e ajuda ao próximo.
Atualmente, dedico-me à educação.
Refugio-me na escrita, onde as palavras se transformam em versos. A poesia é o meu género literário preferido, ainda que tenha grande prazer em escrever contos e crónicas.
Escrevo para me libertar. Se pudesse, vivia da escrita.
Raramente, procrastino e quando surgem ideias, corro para o lápis e para o caderno como se não houvesse amanhã.
No meu blogue preservo com carinho os meus escritos com alguma regularidade, contra o esquecimento, abstraindo-me de um mundo que se configura inóspito.
Enfim, um ato de amor, desenfreado, que me leva para outra vida.