Os crimes do verão de 1985, de Miguel D’Alte
Policial muito bem construído, enredo verosímil e cheio de reviravoltas.
A história passa-se na fictícia Ilha do Poço, perto de Lisboa.
No final do verão de 1985, ocorrem três crimes. Uma rapariga de dezasseis anos e dois meninos de quem tomava conta desaparecem misteriosamente. Alguns dias depois, o namorado da rapariga confessa o crime e é preso.
A história avança para 2012. Estes saltos temporais percorrem o livro e estão muito bem definidos.
Um jornalista, filho da terra, que tinha acompanhado os crimes daquele verão, partira para Lisboa e tornara-se mediático por investigar casos que sabemos ser reais. Vinte e sete anos depois, regressa à ilha, em crise pessoal e profissional.
Vai conhecer um suposto documentarista, que investiga os crimes do verão de 1985, porque acha que o namorado da rapariga não é o verdadeiro assassino. O rapaz teria sido preso injustamente, logo haveria um criminoso à solta. De facto, os dois homens investigam o caso e descobrem uma verdade aterradora.
A história não é baseada em factos verídicos, mas, infelizmente, estamos habituados a notícias destas.
Confesso que descobri, rapidamente, o criminoso, porque, se tivesse sido eu a escrever a história, também teria escolhido esta personagem como vilão. Era mesmo necessário que fosse este o assassino.
Achei muito interessante esta época, porque foi a da minha adolescência e início da vida adulta. Tanto o verão de 1985 como o passado mais recente de 2012 estão muito bem retratados.
O próximo já está por aí.