Garras

Paro o tempo e visto-me de sorriso

De canto salgado de mar

 

Guardo nos olhos cerrados

Um arco-íris, um pôr-do-sol

Um primeiro raio de luar

 

Na memória

A seda das pedras polidas

 

Invento mil céus para voar

Num verso azul e nu

 

O mar deixa-me nos dedos

Os versos que não sei tecer

 

Que não se cale o vento

Fio invisível

Alguém? Algures?

 

Cumpro-me nesta ausência de mundo

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